As vinícolas brasileiras integrantes do projeto setorial integrado Wines of Brasil, realizado em parceria entre o IBRAVIN(Instituto Brasileiro do Vinho) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), exportaram US$ 2,29 milhões em 2010, praticamente o mesmo valor de 2009, que foi de US$ 2,30 milhões. “Apesar de um ano de crise, com o câmbio desfavorável às exportações, as empresas conseguiram manter praticamente o mesmo faturamento de 2009”, analisa a gerente de Promoção Comercial do Wines of Brasil, Andreia Gentilini Milan.
Para este ano, a expectativa é aumentar em 90% as exportações de vinho brasileiro fino engarrafado, alcançando US$ 4,4 milhões, muito próximos dos US$ 4,68 milhões de 2008, o melhor resultado conquistado pelo projeto. Das 36 vinícolas associadas ao projeto, 18 são exportadoras, sendo que, destas, 13 efetuaram vendas ao exterior no ano passado. O Wines of Brasil tem o objetivo de posicionar o produto brasileiro no mercado internacional por meio da promoção do vinho fino engarrafado.
A Inglaterra foi o principal destino do vinho brasileiro em 2010. Em 2009, a Inglaterra ocupou apenas a 9ª posição entre os países importadores de vinho do Brasil. Os Estados Unidos perderam a liderança para a Inglaterra e ficaram no segundo lugar em 2010. Em seguida, no terceiro posto, ficou a Holanda, recuperando terreno perdido em 2009, quando esteve na 6ª colocação. A Alemanha foi o quarto país que mais comprou vinho brasileiro no ano passado. “O bom desempenho na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Holanda e na Alemanha é resultado direto das nossas ações nestes mercados, com a participação em feiras e promoção de eventos de degustação”, comenta Andreia.
As exportações de vinho brasileiro em geral alcançaram US$ 6,82 milhões em 2010, ante US$ 10,1 milhões em 2009, puxadas pelas vendas de vinho a granel para a Rússia. Em 2009, foram comercializados US$ 6,7 milhões em vinho a granel (97% para a Rússia). Em 2010, a exportação de vinho brasileiro a granel caiu para US$ 2,9 milhões (US$ 2,3 milhões para a Rússia e o restante para o Paraguai).